Já havia algum tempo não postava no Blog. Estresse, compromissos que se acumulam...
Mas hoje, diante da cena presenciada em um telejornal brasileiro, realmente não pude me conter, e nem esperar para amanhã ou depois.
PRIMEIRO ATO: diante da ameaça iraniana de enforcamento de uma mulher acusada de cúmplice do assassinato do marido(inocentada pela própria corte iraniana em outra ocasião), e que, diga-se de passagem, foi salva do apedrejamento(pelo crime de adultério) por pressão internacional, o nosso presidente questionado pela imprensa sobre como se posicionava a respeito do caso, respondeu que não de envolveria em questões internas de nenhum pais, porque poderia virar uma “avacalhação”.
SEGUNDO ATO: Logo depois, provavelmente advertido por alguém(talvez mais sensato), ele( o presidente, com sua Marisa Letícia – sempre ao fundo – com seu sorriso botoxiano) declarou a imprensa que pela amizade e CARINHO que sentia pelo presidente do Irã, pedia que fosse revista a questão do caso da mulher, e que se ela estivesse CAUSANDO PROBLEMAS E CONFLITOS, que o Brasil oferecia asilo político à ela.
Céus, o nosso presidente ou perdeu a noção do papel de um “Chefe de Estado”, ou infelizmente, realmente, nunca o teve.
Espanta-me que Lula não perceba que é o representante de uma NAÇÃO. E, isto envolve defender os valores morais, éticos e democráticos do povo que representa: nós.
Até se pode compreender, e é completamente justificável, que o Brasil mantenha sua tradição de não se envolver em assuntos internos de outros países, mas quando se trata de atrocidades, desrespeito aos direitos humanos, torturas, mortes de inocentes, aí realmente é muita avacalhação. Já não basta, que tenhamos que conviver com o fato do nosso país ter vivido mais de duas décadas sob um regime ditatorial, em que nossos militares torturam, mataram etc, e depois de tudo isso, nosso executivo e legislativo não tomou nenhuma atitude, sequer, para que houvesse qualquer tipo de punição. E, me admira ainda mais, um presidente que sempre defendeu a bandeira da democracia, dos diretos trabalhistas, dos direitos humanos etc, etc, etc, se declarar carinhosamente amigo de um torturador com quem esteve apenas duas ou três vezes... Alias, amizade com torturadores e ditadores, ultimamente, é o que não falta na lista de amizades do Brasil e do Presidente Lula.
Bom, ensinar ao presidente após oito anos de mandato qual deveria ser a postura de um Chefe de Estado, tratando de problemas internacionais, acho que é meio tarde, mas pelo menos vale a pena alertar: cuidado Presidente, é bom lembrar das sábias palavras de nossas mães e de nossos mestres “Me diz com quem tu andas, que eu te direi quem tu és”.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
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